Pesquisadores e caiçaras se unem para garantir saúde e sustentabilidade ambiental
Paraíso recôndito no litoral Sul fluminense, a Praia do Sono, em Paraty, tem 287 moradores, mas no verão recebe cerca de 1.500 turistas. Apesar de o turismo ser a principal atividade econômica daquela comunidade caiçara, não há infraestrutura de saneamento, captação de água e destinação de resíduos sólidos. Cerca de 20% do esgoto produzido é lançado a céu aberto, em valas negras ou diretamente no rio. As condições precárias das fossas, a presença de resíduos sólidos no entorno das casas, o abastecimento de água por poço ou nascente e o elevado índice pluviométrico na região ampliam a exposição humana à contaminação. Devido aos efeitos climáticos, às pressões decorrentes da especulação fundiária e imobiliária e à falta de políticas públicas em educação, saneamento, saúde e soberania alimentar, a Praia do Sono é considerada um território de vulnerabilidade socioambiental.
Para melhorar as condições de vida e saúde dos habitantes, empoderá-los e promover a sustentabilidade socioambiental, a Fiocruz, através de uma articulação entre a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e o Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS), desenvolve o projeto Territórios Sustentáveis e Saudáveis: implantação de sistema de tratamento de esgoto na Comunidade Caiçara da Praia do Sono.